Há momentos da nossa vida em que desejamos tanto ir por um caminho diferente. Estamos fartos dos obstáculos, das dificuldades. Estamos fartos de não saber como agir, o que fazer, o que dizer. Estamos fartos de não saber o que sentir. Fartos, sobretudo, da dor. Nesses momentos, a vida encosta-nos à parede e não nos dá outra alternativa senão aguentar. Aguentamos a custo. Sentimos tanto. Choramos. Questionamos tudo. E, no âmago, só temos espaço para desejar para nós um caminho diferente, que seja mais leve.

Mas, por vezes, esse caminho mais leve não é o melhor para nós. Porque aquilo de que precisamos, para a nossa vida, é de ir pelo caminho mais difícil — pelo que tem mais obstáculos, pelo que dói mais no corpo, pelo que nos faz sentir não ter alternativa. E aguentamos a (muito) custo. Sentimos tanto (e tudo). Choramos tanto (e tudo). Questionamos tudo (e tantas vezes). Até percebermos que há sempre alternativa. Até sermos invadidos por uma força interior que nos dá, finalmente, a certeza de que somos capazes de enfrentar e superar tudo.

E ressurgimos. Com mais força. Adaptamo-nos. Reinventamo-nos. E percebemos, por fim, que, afinal, esse caminho tão difícil era necessário. Para crescermos. Para mudarmos. Para evoluirmos. Para vermos a vida de uma forma diferente. Para aprendermos uma forma diferente de existir. Uma forma melhor, e mais sábia, de existir.

About the Author: Laura Azevedo

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