Apesar do receio de se tomar a decisão errada; apesar de até as certezas maiores também terem dúvidas dentro; apesar da coragem enorme de que se precisa para decidir e seguir em frente; apesar do medo do que vem a seguir; apesar de se saber que até a decisão que, hoje, parece ser a mais certa se pode transformar, amanhã, na mais errada de todas; apesar da opinião e dos juízos de valor dos que estão de fora; apesar do orgulho e da vergonha de se poder ver as expectativas quebradas; apesar da vontade gigante de que tudo dê certo, elevando as expectativas e, com isso, o risco de uma maior desilusão; apesar do medo de não se ter condições suficientes, de não se ter apoio suficiente, de não se ter experiência suficiente, de não se ter razão suficiente, de não se ter coragem suficiente: cada novo dia é sempre um bom dia para recomeçar. Se quisermos muito.

Com a consciência de que o que mais importa não é tomar uma decisão sem riscos, uma decisão sem falhas, uma decisão sem medos, mas antes tomar a decisão que se sente precisar de tomar. Para se estar de bem com a própria consciência. Para se ser mais feliz — ou, pelo menos, para se tentar.

About the Author: Laura Azevedo

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