Enquanto houver luz e sol; enquanto houver mar imenso a desbravar caminho na areia salgada; enquanto houver vento suave no rosto em finais de dias de verão; enquanto houver o doce paladar do pão quente; enquanto houver janelas abertas, de par em par, para deixar entrar a brisa fresca das noites; enquanto houver cantorias da alma mesmo em dias de maior tempestade; enquanto houver abraços que reconfortam, e palavras que compreendem, e mãos que se estendem para amparar os dias, e que curam feridas; enquanto houver vontade de fazer promessas que se perpetuem no tempo e na vida; enquanto houver sonhos que tornem os dias mais cheios; enquanto houver segredos que dancem entre nós, e nos aproximem muito mais do que nos afastem; e enquanto houver silêncio profundo e calmo, que saiba trazer de volta a magia de admirar o mundo e absorver cada mínimo detalhe de que ele é feito: haverá sempre, viva em mim, esta menina pequena que abre os olhos grandes (de profundo espanto) à vida, deslumbrada com os mais pequenos detalhes*.

* São eles que fazem a vida valer a pena.

About the Author: Laura Azevedo

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