Acredito que quase mais importante do que os problemas com que nos deparamos, ao longo da vida, é a forma como olhamos para eles. Se nos deixamos amedrontar e abalar. Se perdemos a coragem… ou se a ganhamos ainda mais. Se nos escondemos da realidade… ou se nos chegamos à frente e enfrentamos aquilo que tiver de ser. Se nos focamos apenas nos aspetos negativos… ou se tentamos ver especialmente os positivos, procurando-os no meio dos outros que parecem tão assustadoramente grandes. Se vemos o que de pior nos acontece como um azar que nos condiciona e limita a vida e a capacidade de sermos felizes… ou se fazemos um esforço para entender o que nos acontece e retirar dele algo positivo — como uma lição de vida, uma pessoa especial que nos foi colocada no caminho, uma parte de nós que amadureceu ou uma certeza que se tornou mais certa em nós. Alguns caminhos são tão áridos, que aquilo que a vida exige de nós (quando nos pede para os superarmos) é uma força e uma determinação tremendas. Tantas vezes, duvidamos tê-las.

O modo como vemos as coisas, sim, importa incrivelmente tanto (e tanto). E, apesar de nem sempre podermos mudar o que nos acontece, podemos mudar (educando-nos a nós próprios) o modo como o vemos e aceitamos. É apenas isto, tantas vezes, que faz verdadeiramente a diferença entre sermos felizes… ou não.

About the Author: Laura Azevedo

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